22.11.2017
Imprensa


Revista O Globo







Tome Nota
(Tânia Neves)


Emprego – Para chegar à Entrevista


Você certamente já ouviu a história do entrevistador que chega para os candidatos a emprego e diz "Quem leu os jornais de hoje espere para a entrevista, os outros podem ir embora".

Estar desinformado – eis um erro grave para que vai fazer entrevista de emprego. Veja outros conselhos da Consultora de Marketing Pessoal Maria Aparecida Araújo.


Roupa:

Primar pela boa aparência, mesmo para os cargos modestos.

Para os homens o terno escuro (marinho ou grafite), pois o marrom não é apreciado: gravatas de bichinhos ou sapatos gastos, nem pensar. Para a mulher, terninho de cor neutra e salto médio.


Pontualidade:

Chegue sempre 20 minutos antes e não dispense uma ida ao toalete para rever a aparência.


Postura:

Mantenha postura corporal ereta, não apóie cotovelos na mesa, não masque chicletes nem passe a mão nos cabelos: se for servido café, aceite, mas não coma biscoitos. E não fume, mesmo que o entrevistador o faça.


Passado:

Falar mal da empresa onde trabalhou é pecado mortal. Valorize colegas e chefes, mostrando que acredita em trabalho em equipe.




Revista O Globo
(outubro 2004)






Sexo no Trabalho
(Tânia Neves)


A Consultora de Marketing Pessoal, Maria Aparecida Araújo concorda que os relacionamentos em local de trabalho estão se tornando cada vez mais comuns. Mas ela não acha isso nada bom. Em seu recém-lançado "Etiqueta Empresarial – Ser Bem Educado é..." (Qualitymark), a consultora recomenda que os colegas de trabalho evitem ao máximo misturar as estações, pois os envolvimentos pessoais passam e o compromisso profissional dos colegas é duradouro, ao menos enquanto os dois permanecerem no mesmo emprego.

– É o tipo de coisa que sempre pode acabar mal. Porque o romance chega ao fim e você se separa do namorado ou namorada, mas tem que continuar a conviver com o colega. E tratando com cordialidade, sem melindres, sem deixar transparecer divergências- diz ela.


Separados dividindo a mesma sala

Mas se for mesmo paixão, como abrir mão disso com medo do rompimento, que pode (ou não) acontecer um dia lá na frente?

Nesse caso Maria Aparecida sugere que as pessoas exercitem o autocontrole e se conscientizem de que poderão enfrentar uma barra pesada depois. Foi o que aconteceu com o analista de sistemas, Francisco Lima, de 46 anos e Selma Suely Silva de 46 anos, psicóloga que trabalha na área de informática.

Eles viveram o paraíso, o inferno e, enfim tempos de paz, num relacionamento que começou no ambiente de trabalho. Os dois se conheceram aos 24 anos trabalhando na mesma empresa, namoraram durante cinco anos, casaram-se e continuaram trabalhando juntos. Até que a união chegou ao fim há três anos e a relação profissional não: permaneceram dividindo a mesma sala, cara a cara.

– Não foi fácil. Passamos pela maior provação do mundo – diz Selma – Mas em momento algum deixamos de cumprir o que tínhamos de cumprir. Nosso trabalho em parceria fluía muito bem e soubemos enfrentar o problema como adultos, sem misturar as coisas.

– Claro que às vezes esses campos opostos se arranhavam um pouquinho, mas nada que comprometesse. Como a gente conseguiu eu não tenho idéia – conta Francisco, que tempos depois teve a chance de trabalhar sem a ex e optou por manter o casamento profissional!

Se você quer repelir uma cantada experimente...

· Dizer que tem um par e que ele está sempre à espreita nos arredores da firma.

· Inventar compromisso compulsório diário, como aula noturna, culto na igreja ou parente doente.

· Deixar claro que não gostou da cantada e até poderá não comentar nada se a coisa morrer ali.
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