22.11.2017
Imprensa


Revista Época







Com a Boca Fechada
(Letícia Colombini)


Consultoria: Maria Aparecida Araújo


Dicas para evitar as gafes. Ou ao menos para consertar o estrago depois de uma mancada.

Ninguém está a salvo de cometer uma ou outra gafe de vez em quando. O problema é quando as pessoas, traídas, sobretudo pela tendência de falar demais, e de forma irrefletida, tornam-se reféns da própria língua solta. Algumas mancadas, com o tempo, podem se transformar em histórias pitorescas e engraçadas, dignas de ser registradas para a posteridade. Mas, no momento em que ocorrem, geram constrangimento, ofendem ou ferem os sentimentos alheios e podem arruinar negócios, relacionamentos e até mesmo amizades.

A boa notícia é que, apesar de não ser possível voltar no tempo ou engolir as palavras, os psicólogos já conhecem maneiras de evitar futuras saias-justas. Também há dicas para se recompor e conviver com o mal-estar e o arrependimento provenientes de alguns furos.


Como Evitar:

Regras básicas para não cometer gafes

· Falar menos e pensar mais – É o passo mais importante. "Ao contrário dos animais, que agem por instinto, é esperado que o ser humano pense, processe o que quer dizer e, só então, diga", explica Maria Aparecida Araújo, consultora de Comportamento Profissional e Etiqueta Social.

· Evite os rótulos fáceis – Durante uma conversa, é preciso ter cuidado com generalizações, o que inclui fazer piadas de português ou falar mal de advogados, por exemplo. A chance de ofender algum interlocutor – ou um parente dele – é enorme.

· Não tente presumir algo sobre alguém – A clássica gafe da mulher que, diante da barriguinha da vizinha, pergunta quando vai nascer o bebê, ou se é menino ou menina – somente para descobrir que ela não está grávida, apenas meio gordinha.

· Fugir dos assuntos controversos – Aqueles temas que podem facilmente exaltar os ânimos são encrenca na certa. A não ser que você esteja cercado de pessoas que compartilham de suas opiniões, fuja a todo custo de temas como aborto, pena de morte, reforma agrária e afim.

· Cuidado com perguntas invasivas – No lugar de "quanto você ganha?", "quantos anos tem?", ou "é sua filha?", é melhor optar por comentários abertos e elogiosos (respectivamente: "é uma profissão interessante, né?", "seu vestido é fantástico" e "que menina linda").

· Nada de ser taxativo – Ser imperativo nas colocações está fora de questão. Dizer que é 'to-tal-men-te contra', que 'ama' ou 'odeia' alguma coisa, digamos, coloca o outro contra a parede, não deixando brecha para que ele se posicione ou saia pela tangente.


Como Remediar:

· O que fazer depois de cometer o ato falho – Desculpar-se. De preferência, na hora. 'A atitude dá a entender que, além de assumir seu erro, você respeita os sentimentos do outro', diz Maria Aparecida. Mas, se a gafe for devastadora, é melhor mudar de assunto ou sair de fininho.

· Compartilhar o erro – "Dividir com um amigo seu constrangimento pode fazer com que o problema ganhe uma nova perspectiva", diz o psicólogo Waldir Bíscaro. "O outro pode relatar as próprias mancadas, eventualmente bem piores que as suas, o que servirá para lembrar que todos nós erramos".

· Anotar – Uma recomendação é passar os incidentes do gênero para o papel. Assim, fica mais fácil identificar eventuais semelhanças entre eles. Você pode acabar se dando conta, por exemplo, de que seus deslizes verbais acontecem durante situações desconfortáveis, formais demais, ou com gente que acaba de conhecer. E aprender a evitar o próximo.
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